quinta-feira, 11 de abril de 2013

Superliga Feminina 2012/2013

No último domingo, a equipe do Rio de janeiro foi campeã da Superliga Feminina 2012/2013 ao derrotar  numa virada espetacular o Osasco. As comandadas de Bernadinho perdiam por 2 x 0 zero e conseguiram virar para 3x2. Esse foi o nono confronto seguido dessas equipes na final. Isso mesmo há 9 anos Rio e Osasco se revezam no lugar mais alto do pódio. 

Essa superioridade é gritante e, nos últimos meses, foi motivo de muita polêmica. As duas equipes se tornaram alvos das demais acusadas de acabar com a competitividade do campeonato. Não vejo por esse lado, Rio e o Osasco não são vilões, pelo contrário, são exemplos a serem seguidos. Duas equipes que há anos conseguem se mantem em alto nível. Ah, dirão os críticos, mas também com o patrocínio que têm é mole. Não, não é mole. Já tivemos equipes formadas a base de muito investimento com contratações de peso que só duraram um mísero ano. 

O que precisa mudar, urgentemente, é o regulamento do campeonato. A Superliga feminina tem somente 10 equipes participantes. Um absurdo! Nós somos as atuais campeãs olímpicas e temos um campeonato esvaziado desse. Mesmo com 10 equipes o campeonato é longo demais.  A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) resolveu atualizar o ranking - sistema que contempla a qualidade técnica de cada jogador, sua carreira e desempenho na última temporada das jogadores. Cada atleta, então, recebe uma pontuação que varia de 1 a 7. Cada equipe só pode ter 3 atletas com a pontuação máxima e no total de 32 pontos. O ranking beneficia atletas com menos de 17 anos e com mais de 36 anos com a pontuação mínima para incentivar sua contratação.  Dessa forma, a  CBV tenta nivelar o campeonato tecnicamente numa espécie de distribuição de talentos.

O ranking é positivo, mas não basta por si só. A CBV ainda precisa fazer mais. O primeiro é criar mecanismos para que os clubes possam se manter na competição. Essa caça as bruxas às equipes de ponta chega a ser infantil de tão descabida. Então, a culpa agora é dos competentes, é de quem consegue com muita administração, planejamento, controle e bons profissionais realizar um bom trabalho. Precisamos copiar o que está dando certo. O ideal é termos mais times iguais a eles. 

Não podemos também cair no discurso de que a culpa é da falta de patrocínio. Como já afirmei, anteriormente, vimos recentemente equipes de grandes investimentos serem desfeitas ao cabo do primeiro ano de vida. Falta planejamento de longo prazo. De que adianta montar um super time com atletas de ponta que nunca jogaram juntas e que num curto período de tempo precisam se entrosar para poder dar todo o retorno investido. O esporte não funciona assim. É preciso ter uma base coesa e fazer contratações pontuais. E isso demanda tempo e trabalho sério. 

Com o novo ranking o Osasco precisará se desfazer de uma de suas atletas (Jaqueline, Thaísa, Fernanda Garay e Sheila) com pontuação máxima. Corre nos bastidores que a escolhida será a oposta Sheila, que pode se transferir para o Sesi. No entanto, isso não mudará muita coisa. Osasco continuará sendo uma potência, continuará brigando pelo título pelo simples fato de ter base, estrutura.

Ah parabéns à equipe do Rio pela excelente campanha.


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