terça-feira, 20 de novembro de 2012
Revanchismo e deselegância
Eu havia prometido, semana passada, a continuar minhas histórias sobre o Fluminense, mas ao ler a edição do jornal "Lance" do dia 13 de Novembro, resolvi públicar na íntegra a coluna "Papo com Assaf". Achei bem interessante o que ele escreveu sobre as pessoas que veem teoria da conspiração em tudo, inclusive no futebol. E o texto fala sobre o Fluminense também, é claro:
EVITE O REVANCHISMO E A DESELEGÂNCIA
Roberto Assaf, Lance, 13/11/2012
No futebol sempre teve algumas situações desagradáveis, dentro e fora de campo, desde as pancadarias entre as torcidas, até a deslealdade dos pernas de pau, passando pela má educação de cartolas e os gramados impraticáveis, que impedem a bola de rolar e atrapalham os craques.
Mas o que há de pior, hoje em dia, é o hábito de se desmerecer a vitória do clube que conquista o título. Mal acaba a competição e começam as acusações de que tal time só foi campeão porque contou com o auxílio das arbitragens, a influência de dirigentes nos bastidores, pelo fato de jogadores adversários receberem suborno ou entregarem algumas partidas por razões distintas.
Nos últimos três Campeonatos Brasileiros foi assim. Em 2012, pior ainda, o blá-blá-blá deselegante e revanchista teve início quase 10 rodadas antes do desfecho final, no momento em que os principais candidatos ao título perceberam que o Fluminense, pela eficiência e regularidade, dificilmente perderia a chance de consquistá-lo.
Sim, pois um outro problema - ou será solução? - do futebol de hoje é que há muitos interesses, econômicos e políticos, no seu entorno, o que acaba gerando a desconfiança do torcedor, que cada vez mais só enxerga lisura quando a sua equipe vence. Caso contrário, na sua paixão cega, teve mutreta.
Logo, você, que não é torcedor do Fluminense, entenda de uma vez por todas que o tricolor carioca foi disparado o melhor time do campeonato, e trate de dar-lhes os parabéns, como faz essa coluna. Sim, pois se você esta entre os que consideram que o futebol é apenas e sobretudo uma fábrica desonesta de resultados, não tem de fato mais motivos para acompanhá-lo, restando procurar um entretenimento que lhe seja mais interessante.
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