quinta-feira, 21 de junho de 2012

Perdas & Ganhos

O Botafogo sofrerá, ao que tudo indica, nos próximos dias quatro baixas em seu elenco. Herrera será o primeiro a sair. Com dois meses de salários atrasados a venda do argentino ao futebol árabe aliviará um pouco as finanças. Maicosuel e Elkeson também estão cotadíssimos para deixar General Severiano. Maicosuel interessa a Udinese e uma reunião, hoje, irá decidir seu futuro. Ano passado, o Clube investiu cerca de 9 milhões de reais para repatriá-lo e sonhava com o bom rendimento da passagem anterior, o que não aconteceu. 
O atleta nunca passou de uma promessa. Colecionou lesões e afastamentos que não justificam as atuações fracas. Elkeson é outro que não atendeu às expectativas do Clube e da torcida. Algumas boas exibições, mas nada que gerasse uma regularidade. Dizem as más línguas que se deixou levar pelas maravilhas da noite carioca. E, por último, o atacante Loco Abreu. Insatisfeito com a reserva seus agentes já procuraram outros clubes, entre eles, o Vasco da Gama, que não demonstrou interesse. 
Tecnicamente, a maior perda, no momento, é a saída de Herrera, que atravessa uma boa fase. Seu espírito argentino compensa a falta de pontaria. É daqueles que perdem gols fáceis e fazem os mais difíceis.  Contudo, a maior perda para o Clube será a possível saída de Loco Abreu. O uruguaio não atravessa uma boa fase e faz juz a reserva. O esquema tático criado por Oswaldo de Oliveira não o comporta. No entanto, Loco preencheu um vazio de muito tempo deixado por Túlio na idolatria do torcida.
Os botafoguenses estavam carentes de títulos e feridos com as sucessivos vices-campeonatos para o Flamengo, no Cariocão. A auto-estima estava no chão. Eis que surge um cabeludo, alto, desengonçado e marrento. A mistura de personalidade forte e carisma conquistou a torcida com suas atuações dentro de campo. A cavadinha na final do Carioca serviu para selar a paixão e o alçar ao posto de ídolo. A paixão foi correspondida e o Botafogo foi impresso em sua segunda pele (uma blusa que usa sempre por baixo do uniforme de jogo, em que personalizou com sua paixões - família, o Nacional do Uruguai, filho e o Botafogo). No entanto, suas atuações já não são as mesmas. O festival de pênaltis perdidos só piorou ainda mais a situação. 
Se concretizada as três primeiras baixas o time poderá mudar seu jeito de jogar e ele pode, quem sabe, voltar a ser titular. Para isso precisa merecer a vaga. Impor titularidade na marra não dá. Loco precisa voltar a ser decisivo. Ninguém espera que seja artilheiro. Basta fazer aqueles golzinhos necessários. Acredito que todos os envolvidos - diretoria, comissão técnica e jogador - precisam conversar. Não é toda hora que aparece um ídolo. Achar outro para ocupar esse cargo não será fácil. Talvez nem Seedorf seja capaz disso. Todos precisam compreender que a ajuda nem sempre está dentro de campo. Vaidade nessa hora só pioram as coisas. Clube, Loco Abreu e torcida sairão perdendo com esse rompimento brusco.









Nenhum comentário: