quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Avalanche de irresponsabilidade

Estamos vivendo dias de luto devido a tragédia que aconteceu na cidade de Santa Maria (RS). Quando 235 jovens morreram, em sua maioria, asfixiados após um incêndio numa boate. Ontem, em Porto Alegre, por pouco não tivemos algo parecido. Em partida válida pela fase preliminar da Libertadores, Grêmio x LDU se enfrentaram na novíssima Arena Olímpica para decidir uma vaga para a fase de grupos. O time gaúcho conquistou a vaga na disputa de pênaltis. A alegria da torcida só não foi completa porque na comemoração do gol gremista no tempo normal, no momento da famosa avalanche, a grade não suportou o pressão e um grupo de torcedores caiu no fosso. Felizmente, não houve mortes somente alguns feridos levemente. 
 
A avalanche já havia sido motivo de polêmica antes mesmo da inauguração. A Polícia Militar do Rio Grande do Sul havia proibido a prática por questões de segurança, mas após um acordo com a diretoria do clube acabaram permitindo. A diretoria se compromenteu em destinar uma parte do estádio para que essa tradição fosse mantida. E assim fez, há atrás de uma das traves um espaço com capacidade para 10 mil pessoas em pé para que seja possível a avalanche.
 
Eu como amante do futebol acho muito legal essa avalanche, mas perde completamente a graça quando coloca em risco a vida de torcedores. Imagino que seja um baque muito grande para a torcida abrir mão dessa tradição. Será preciso convencê-los de que é uma medida para evitar possíveis tragédias. Lamento que seja assim, mas não podemos aceitar mais mortes.
 
Galeria torcida Grêmio queda avalanche (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)
Foto: Editoria de Artes/ Globo Esportes

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Superbowl


E domingo é o grande dia do Superbowl. Já estou sentindo saudades de assistir aos jogos de futebol americano. Sinto saudades do Dallas Cowboys, dos passes errados de Tony Romo, das recepções maravilhosas de Miles Austin...agora só em Setembro. Para aliviar um pouco a saudade vem a temporada de baseball que, convenhamos, não chega aos pés de uma mísera partida de futebol americano.

Outro campeonato que começa agora é Hoquei. Esporte ultra violento praticado por russos e canadenses em terras norte-americanas. Eu até que deveria ter uma simpatia por esse esporte, já que lembra um pouco o futebol. O ponto é marcado através de gol e temos goleiro e artilheiro, mas a violência desnecessária me afasta do esporte.

Só me resta agora torcer muito no Superbowl, pois futebol americano vai tirar umas longas férias.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Django Livre




Sinopse:
Django (Jamie Foxx) é um escravo liberto cujo passado brutal com seus antigos proprietários leva-o ao encontro do caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz). Schultz está em busca dos irmãos assassinos Brittle, e somente Django pode levá-lo a eles. O pouco ortodoxo Schultz compra Django com a promessa de libertá-lo quando tiver capturado os irmãos Brittle, vivos ou mortos.

Ao realizar seu plano, Schultz libera Django, embora os dois homens decidam continuar juntos. Desta vez, Schultz busca os criminosos mais perigosos do sul dos Estados Unidos com a ajuda de Django. Dotado de um notável talento de caçador, Django tem como objetivo principal encontrar e resgatar Broomhilda (Kerry Washington), sua esposa, que ele não vê desde que ela foi adquirida por outros proprietários, há muitos anos.

Comentário do filme:

Mais uma bela produção de Quentin Tarantino. Quem tiver estômago sensível, é melhor ficar de fora da sala de cinema. Tarantino tem suas próprias características na direção de filmes de ação, onde explora muito a violência e não poupa, digamos, “extrato de tomate” nas cenas. Quem gostou de Bastardos Inglórios vai gostar de Django Livre e quem não gostou vai gostar mesmo assim. Vamos aguardar agora o terceiro filme da trilogia que Tarantino nos prometeu. Eu daria um 10 para o filme, mas pesquei uma pequena filha no decorrer da estória que não compromete a grandeza do filme. Merecida indicação ao Oscar.

Nota do filme: 9,5

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

LIBERTADORES?


Saudações tricolores!
Talvez eu seja, entre os tricolores, o único que não está tão animado assim em relação à conquista da Taça Libertadores de América.  Não que eu não esteja torcendo. Quero muito que o Fluminense vença esse campeonato, mas sinceramente acho que esse ano será mais difícil ainda que ano passado. Na minha opinião, a grande chance do Fluminense foi ano passado. Tínhamos tudo para ser campeões. O jogo com o Boca, quando fomos eliminados, é que me faz ficar reticente quanto às nossas chances. Vejamos:
Nosso time não se reforçou. O elenco é o mesmo com algumas pequenas diferenças. Não acredito que os jogadores contratados sejam extra-classe ou façam a diferença num jogo complicado. Continuamos extremamente dependentes de Fred e Deco (justamente os dois que faltaram contra o Boca!).  
Ora, o Deco antes mesmo de entrar em campo já está lesionado e não se sabe quanto tempo vai ficar no Departamento Médico. Fred (dizem) está com as pernas fora das medidas corretas e será poupado no clássico contra o Botafogo por causa da Convocação para a Seleção.
Francamente, se compararmos os reforços  dos adversários na Libertadores veremos que estamos muito...muito abaixo deles. O meu receio não são os times de fora. A minha preocupação são os time da casa: Grêmio e Corinthians...
Sem contar que na final do Mundial pode pintar o Barcelona, e não aquela baba do Chelsea.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Carioca 2013




E finalmente começou o campeonato carioca 2013, o mais charmoso do país, como gostam de dizer. Um campeonato curto que serve de testes para o ano que esta por vir. Sabemos muito bem que somente os quatro grandes do Rio de Janeiro terão chances reais ao título. Os pequenos ficarão apenas tentando atrapalhar o que pode ser o primeiro de tantos títulos que Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo brigarão ao longo ano.

            O campeonato começa com alguns poréns, na minha opinião. Com a transmissão dos jogos pelo canal premier futebol clube, alguns times pequenos não poderão mandar os jogos nos seus respectivos estádios. Sabemos que falta estrutura e, em alguns casos, jogo de política para impossibilitar a realização dos jogos em determinados campos. No ano passado o Bonsucesso foi “garfado” e não conseguiu enfrentar os clubes no seu estádio, na Teixeira de Castro. A espera de um laudo do corpo de bombeiros, o leão da Leopoldina acabou rebaixado para a série b do carioca.

            Outro porém que eu gostaria de destacar é sobre os valores dos ingressos. Enquanto não implantarem um desconto significativo, estaremos vendo um campeonato vazio, com os torcedores presentes apenas em frente as TVs. Não adianta dizer que fica barato com meia entrada, pois ninguém quer pagar 25 reais pra assistir Botafogo e Resende, por exemplo. Fora os clássicos (mesmo assim na fase final), nos outros jogos temos um público muito pequeno. É prejuízo para os clubes do Rio.

            Como havia escrito no primeiro parágrafo, o campeonato carioca serve de teste para as próximas competições do ano. O último campeão carioca, o Fluminense, mostrou que isso é possível. Apesar de começar mal no campeonato, o Fluminense cresceu no momento certo e, por coincidência ou não, acabou fazendo uma brilhante campanha no Campeonato Brasileiro, onde conquistou seu quarto título. O técnico Abeu Braga fez as devidas correções na equipe que serviram para o resto do ano.

 Obrigado, campeonato carioca.