terça-feira, 11 de agosto de 2015

E se tívessemos nosso próprio game de futebol?



E se tivéssemos nosso próprio jogo de futebol produzido aqui mesmo no nosso país? Vamos imaginar uma empresa como a EA Sports só que brasileira? Sempre fico imaginando como seria o nosso próprio game Fifa ou então um Pro Evolution Soccer produzido na Zona Franca de Manaus. Seria fenomenal.

Para começo de conversa, teriamos todos os clubes da séria A do brasileirão: Atletico MG, Atlético PR, Fluminense, Vasco, Flamengo, Palmeiras, etc. Assim como acontece no Fifa ou no PES. A diferença seria que teriamos além da série A, as séries B, C e D. Imaginem só a gente poder jogar com, por exemplo, Madureira, Guarani, Fortaleza e Tombense, ambos os clubes da série C do brasileiro? Ou então com Remo, Treze e São Caetano, clubes da série D? Quem é fanático por futebol iria adorar.

Sem contar que, a cada ano estariamos apreensivos para as novidades que viriam por aí. Exemplo: adição de campeonatos estaduais, Torneio Rio-São Paulo, Copa do Nordeste e outros torneios mais importantes existentes ou extintos do calendário nacional. Poderíamos acrescentar os cantos das nossa torcidas e não aquelas coisas genéricas e sem graça que ouvimos nos jogos do Fifa ou do PES. Poderíamos acrescentar uma dificuldade extra nos clássicos (Fla x Flu, Grenal, etc.) e a adição de todos os principais estádios do Brasil.

Outro detalhe seriam as equipes "escondidas", onde teriamos que habilita-las de acordo com algumas tarefas a serem cumpridas no decorrer dos torneios. Os famosos times clássicos! Um Vasco campeão da Libertadores, a máquina do Fluminense nos anos 70, o Flamengo de Zico e companhia.. Seria bem legal!

Infelizmente a única coisa que nos resta é sonhar que isso um dia possa vir a acontecer. Até lá vamos nos contentar com Fifa 16 e PES 2016 que será lançado no mês que vem e, até o momento, sem a certeza absoluta que teremos todos os clubes brasileiros da séria A licenciados. 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Vale tudo?


O campeonato carioca foi decidido no último domingo, após um erro da arbitragem que validou um gol irregular do Flamengo, aos 45 minutos do segundo tempo. Até então, o título era do Vasco da Gama, que ganhava a partida por 1x0. Por ter feito melhor campanha o time rubro-negro jogava pelo empate e, assim, foi declarado campeão. Infelizmente, enquanto nossas entidades regulamentadoras do esporte no Brasil (CBF e Federações Estaduais) se negarem a usar instrumentos tecnológicos (câmeras e chips) nos jogos oficiais. Isso se tornará, cada vez mais, comum nos estádios, sobretudo, porque diferentemente dessas entidades as emissoras de tvs responsáveis, pelas transmissões dos campeonatos, se valem do que há de mais modernos. Imagem em alta definição, repetições de jogadas, câmeras espalhadas por diversos pontos, que nos mostra quase que imediatamente os erros cometidos por árbitros, “bandeirinhas”, jogadores e torcedores. Enquanto, estivermos somente a mercê da perícia dos homens de pretos continuaremos a assistir campeonatos decididos dessa forma.
O Vasco foi o prejudicado da vez – por falar nisso, já havia sido prejudicado, anteriormente, no mesmo campeonato e, coincidentemente, contra o mesmo Flamengo. Ainda na fase classificatória, o time cruzmaltino não teve um gol legal validado, pois o auxiliar posicionado atrás do gol alegou que não viu a bola entrar em cobrança de falta – outros poderão ocupar essa vaga no futuro. Outra coincidência reside no fato de que o mesmo time da Gávea foi saiu favorecido nas duas ocasiões. Já abordamos aqui, em colunas anteriores, nosso posicionamento em relação à postura dessas entidades que alegam não terem recursos financeiros para instalação e manutenção desses instrumentos tecnológicos. O que é, no mínimo, estranho, em vista das cifras milionárias que circulam por esses espaços. Também já falamos da precariedade de nossos árbitros. Fala-se tanto em profissionalização do esporte. Vemos jogadores se reunindo em busca de melhores condições de trabalho, clubes construindo estádios modernos, buscando a profissionalização de seus dirigentes, mas a arbitragem continua parada no tempo. A profissão sequer é reconhecida por lei. Os juízes também fazem parte do “espetáculo” e podem interferir em resultados de um campeonato como presenciamos no último domingo, mas o amadorismo parece imperar entre a classe.
O que chamou minha atenção nesse episódio foi a atmosfera que reinou após o jogo. Ainda em campo, o goleiro Felipe, do Flamengo afirmou que “roubado é mais gostoso”. E seu companheiro de clube, Alecsando, que há poucos anos defendeu as cores do clube da colina, alguns dias depois, também não se envergonhou diante da vitória e afirmou: “Se tiver que chorar, que chore a mãe deles”. Exigir dos rapazes um pouco de profissionalismo seria demais. Essa palavra anda tão em desuso em nosso futebol. Parece até mesmo ser desconhecida para muitos de nossos jogadores, que se comportam como boleiros, em campo, agredindo colegas de profissão, simulando faltas, induzindo os juízes ao erro, incitando a violência entre os torcedores etc. Felipe e Alecsandro, infelizmente, são somente mais um exemplo, de vários que temos desfilando sua ignorância pelos gramados. Só muda a cor da camisa que vestem, pois o comportamento é o mesmo. O Bom Senso Futebol Clube poderia oferecer quem sabe palestras ou cursos para nossos jogadores entenderem, que são atletas profissionais remunerados para isso e funcionários de um clube hoje e que amanhã podem estar trabalhando em outros.
Em um momento, que a nossa sociedade parece cansada de tanta corrupção, diante das manifestações de julho do ano passado e dos protestos em função dos gastos exorbitantes com a Copa do Mundo. Em que vemos, diariamente, escândalos serem descobertos e expostos em capas de jornal (atualmente, acompanhamos o desenrolar das investigações da compra da Pasadena pela Petrobras). Foi com muita surpresa que vi os jornais na segunda-feira seguinte ao jogo. Essa luta pela moralidade da política, dos agentes do Estado, da desmilitarização da Polícia Militar tudo isso foi, sumariamente, esquecido, pois os mesmos veículos de comunicação que militam por essas causas, enalteceram a vitória do Flamengo. O máximo, que fizeram, foi explicar em letras miúdas que o gol havia sido em posição de impedimento. Mas, nada que ofuscasse a vitória ou manchasse o pôster. Era só mais um detalhezinho de nada.
 Os torcedores rubro-negros saíram às ruas para comemorar a vitória na “raça”, “magistral”, em cima do adversário no último minuto. Vestiram orgulhosos suas camisas para mostrar a alegria que é torcer para um time que acabara de ser campeão injustamente, de forma desleal. O sorriso no rosto, o jornal de baixo do braço pronto para mais dia de trabalho, “o torcedor do melhor time do mundo”. Enquanto isso, o Vasco foi tratado como o idiota da vez, o bobo que fez tudo certo, mas que foi passado para trás pelo mais esperto, pelo malandrão. Claro, em tudo, há exceções, e dessa vez não foi diferente. Conheço torcedores do Flamengo que se sentiram envergonhados com a forma que o título foi conquistado. E até mesmo entristecido por ter a imagem do seu clube associada à malandragem, ao ganhar a qualquer custo, a falta de respeito ao adversário. Esses também devem ter sido taxados de idiotas...
Ah mais, vão dizer, “você está pegando pesado isso é futebol, entretenimento, esporte. Nada haver. Cadê o bom humor?” Então, quer dizer que vale tudo no futebol? Vale chamar o negro de macaco, o homossexual de viado, agredir o jogador que perdeu pênalti, o goleiro que falhou, ou o técnico que substitui errado, jogar ovos no time desclassificado, matar o torcedor do time adversário porque ele cometeu o pecado mortal de não torcer para o  meu time! Não, não vale tudo. Futebol é uma modalidade esportiva que para ser disputado precisa respeitar regras. E a regra 11 determina que o jogador em posição de impedimento a jogada não deve ser invalidada e “o árbitro deverá outorgar um tiro livre indireto a equipe adversária, que será lançado do lugar onde se cometeu a falta”. Sendo assim, o gol deveria ser invalidado.  Até nas peladas de ruas há regras, código de condutas que são seguidos à risca e olha que lá não há juízes, ou seja, não há quem nós puna pela infração. Se a torcida atirar alguma coisa no “gramado” ninguém jogará com os portões fechados. Ou quem sabe se um peladeiro quebrar a perna de um colega ele irá comemorar “menos mal, não foi a minha mãe que chorou”. E mesmo, assim, nos campos de pelada há mais respeito que em nossos gramados padrão Fifa.

Esse comportamento em nosso futebol é reflexo de nossa sociedade. Fora das quatro linhas, para muita gente, vale tudo. Vale desviar dinheiro público, vale descumprir as leis de trânsito (“vou estacionar em cima da calçada mesmo, não tem ninguém olhando”), vale roubar (trabalhar para que assim é mais gostoso), vale molestar mulheres no transporte público, vale maltratar animais, vale estuprar, vale tirar a vida de alguém porque ele “mexeu com sua mulher”, vale envenenar o marido, vale assassinar o filho do amante que terminou o relacionamento. Enquanto, reinar esse “vale tudo” quando estaremos longe de nos tornar um país desenvolvido, dentro ou fora das quatro linhas. 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Morre a lenda da WWF Ultimate Warrior

É com pesar que o blog O Leopoldinense noticia o falecimento da lenda do wrestling Ultimate Warrior. James Brian Hellwig, seu nome verdadeiro, teve um mal súbito após sair de um hotel com sua esposa, no estado de Arizona, nos Estados Unidos. A causa da morte ainda não foi divulgada.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

LES REVENANTS

No último post, comentei sobre minhas leituras de férias e fiquei de relatar os filmes assistidos no post seguinte. Mas, antes gostaria de falar sobre uma série francesa pela qual estou apaixonada: Les revenants.


A série aborda a relação entre vivos e espíritos tema já trabalhado em produções americanas como os seriados “Medium” e “Ghost Whisperer” e os filmes “Os outros” e “O sexto sentido”. Nosso cinema nacional também já abordou o tema com o clássico, “Dona Flor e seus dois maridos” e, o mais recente, “Nosso Lar”. Cada um a sua maneira trabalhou com essa temática, que já mostrou o seu poder de público ao atingir grandes bilheterias.

Les revenants narra a história de pessoas que morreram há alguns anos e voltam à vida em uma pequena e isolada cidade do interior da França. A última lembrança que eles têm é do momento anterior às suas respectivas mortes. Alguns faleceram há pouco tempo, outros há décadas. Agora eles buscam se reintegrar à sociedade que não compreende a razão pela qual esse fenômeno ocorre, aparentemente, apenas nessa cidade. Cada episódio acompanha a história de um núcleo de personagens. A série é sucesso na França, vem conquistando a atenção do público mundial e já tem garantida sua versão americana.

Se o tema de Les revenants não é inédito. Então, qual o motivo de tanto sucesso? A novidade está na forma em que o tema está sendo abordado. Não temos espíritos ajudando na resolução de crimes ou tentado entrar em contato com familiares. Temos pessoas que faleceram e voltaram à vida de carne e osso, que comem, tomam banho, vêem e são vistos por qualquer um e que querem retomar suas vidas como se nada tivesse acontecido.

Quem já perdeu um ente querido costuma desejar a volta do mesmo em momentos de intensa saudade. A série se propõe a refletir sobre como seria se tivéssemos a possibilidade de voltar à vida. Esse conflito é abordado, de forma diferente, em cada núcleo, que é contemplado com o retorno de seu familiar. Desde a mãe que procura aproveitar a oportunidade de ter a filha adolescente novamente ao viúvo que não suporta o regresso da esposa.

Quem está acostumado com dinâmica de seriados americanos vai estranhar um pouco a velocidade da produção francesa, no entanto, vai se encantar com a riqueza das interpretações e com a criatividade da história.  A primeira temporada teve 8 episódios e foi transmitida no Brasil pelo canal Max, do grupo HBO. A segunda temporada já está garantida e deve sair em dezembro de 2014. Quem não viu ainda dá tempo de acompanhar. O canal Max está reprisando a primeira temporada.





quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Leituras de férias



Escreverei muito pouco sobre futebol por aqui. Provavelmente, me dedicarei ao assunto no período de realização da Copa do Mundo. Depois de tudo que aconteceu e ainda acontece em função do campeonato brasileiro passado perdi completamente o interesse. Como vascaína e amante do futebol não digo que me afastarei completamente, no entanto, dedicarei meu tempo e energia a coisas mais gratificantes. 

Ano passado foi muito corrido e cansativo. Fiquei em dívida com minhas leituras. A lista de livros para ler só aumentou. Então, esse ano resolvi me redimir. Aproveitei que tirei alguns dias de férias, no início do ano, a fim de renovar as energias para os próximos 365 dias para começar a compensar minhas leituras atrasadas. Aproveitei também para assistir a alguns filmes que já há um tempo esperavam na fila. Gostaria de compartilhar com vocês o que achei de cada um. Vou logo avisando que não sou crítica de nada e nem tenho a pretensão de de ser. Quero somente compartilhar com vocês minhas impressões do que vi e li. Então, vamos lá. A coluna de hoje será dedicada aos livros.

O guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams, Arqueiro, 1979.

Ainda em dezembro, enquanto as festas rolavam, me dediquei a leitura de "O guia dos mochileiros das Galáxias", Douglas Adams. Não sou fã de ficção científica, apesar de apaixonada por Arquivo x, mas resolvi investir na leitura após tantas recomendações positivas. Não me arrependi. O livro é muito bom. O autor criou uma história de ficção para criticar nossa sociedade, sobretudo, a burocracia dos serviços públicos, a corrupção, o comportamento egoísta e vaidoso das pessoas etc. O texto é leve e irônico. No momento em que vivemos, no qual a criatividade tem deixado tanto a desejar e vemos um festival de adaptações e releituras. É louvável apreciar a inteligência de um autor que soube criar uma história tão inventiva como essa. Vale a pena a leitura. Tem umas tiradas muito engraçadas. 
Avaliação: **** Muito Bom

A menina que não sabia ler, John Harding, Leya, 2010.

Relata a história de 2 irmãos (Florence e Gilles) sob a tutela de um tio distante que os deixa aos cuidados de empregados numa mansão na Inglaterra. A narradora é a pequena Florence que ousa descumprir uma ordem do tio e descobre o encantamento da biblioteca particular da casa. Pelas suas palavras vemos o amor incondicional de Florence pelo irmão mais novo. A paixão crescente pelos livros e sua fértil imaginação entrar em ação com a chegada de uma nova tutora. 
Essa história não é original. Harding a baseou no conto "A volta do parafuso" de Henry Miller, de 1898. Que serviu de base também para o filme "Os Inocentes", de 1961. Ainda não tive a oportunidade de ler o conto de Henry Miller. Mas, pude assistir ao filme de que também gostei. Conversaremos mais sobre ele depois.
Apesar de ser uma releitura John Harding tem seus méritos ao compor um texto leve e que prende a atenção do leitor do início ao fim. Contudo, achei a primeira parte da história um pouco lenta. No entanto, entendo que tenha dedicado tantas páginas as peripécias de Florence para poder frequentar a Biblioteca a fim de mostrar a personalidade da menina para o leitor. Personalidade que é fundamental para o entendimento e desenvolvimento da história.
Não gostei do título. O título original em inglês é "Florence e Gilles", porém em português, talvez, para surfar no sucesso da  "A menina que roubava livros" optaram por essa semelhança. Em meu entender foi um erro porque o título não reflete o conteúdo do livro. Manter o original seria a melhor opção. A capa também não ajuda muito a criar a atmosfera do romance.
Avaliação: *** Bom

Capitães da areia, Jorge Amado, Companhia das Letras, 1937

Jorge Amado compõe uma história que pode ser o retrato atual de qualquer cidade grande brasileira ao abordar as desigualdades sociais e econômicas da Bahia da década de 1930. Para isso retrata a vida de um grupo de crianças abandonadas, os capitães de areia, que descobrem nos roubos uma maneira de sobreviver. O número é indefinido, mas pode girar em torno de 100 crianças. A história se concentra em alguns desses meninos que ganham destaque: Pedro Bala, o líder: Volta Seca, Sem Pernas, João Grande, Professor, Gato, Boa Vida, Dora etc. E a cada capítulo conhecemos um pouco da histórias dessas crianças e adolescentes através de suas aventuras nas ruas.
O texto é chocante. Esses meninos só são crianças em função de sua idade, pois as preocupações, o comportamentos e as privações são de adultos. A fome, o abandono familiar e da sociedade, a violência, o sexo precoce estão presente fortemente nesse romance. O texto é de 1937 e completamente atual. O sincretismo religioso da Bahia se faz presente na figura do padre e da mãe de santo, que se revezam no auxílio aos meninos. O ideal político do autor ganha corpo através do estivador João de Adão. É muito triste ver que ainda não conseguimos sanar o problema da população de rua, sobretudo, das crianças. 
Avaliação: ***** Ótimo

Na próxima semana,  falarei sobre os filmes. 
Até lá!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Obrigação


Devido a péssima campanha da equipe do Fluminense no ano passado, vencer o Campeonato Carioca virou obrigação. Não aceitarei mais desculpas do tipo "o time está se adaptando", "estamos trabalhando para a Copa da Brasil", etc. É obrigação a equipe do Fluminense conquistar o Campeonato Carioca 2014 e tentar correr atrás para recuperar a hegemonia do futebol no Rio de Janeiro.

Já começamos o ano repetindo os mesmos erros de campeonatos passados. Contratamos novamente o técnico Renato Gaúcho que, como todos sabem, foi muito criticado nas últimas passagens pelo Fluminense. Até o fechamento desse post a equipe das Laranjeiras não contratou 1 mísero zagueiro sequer. Continuaremos com a péssima dupla Gum e Leandro Eusébio. Desde que Tiago Silva foi vendido que não temos um zagueiro digno de vestir a camisa tricolor carioca. E 2014 não será diferente.

Acompanharei a nossa estréia diante do Madureira, jogo que deve acontecer no estádio do Bangu. Uma vitória convincente pode servir de cala-a-boca para todos aqueles que irão torcer contra o Fluminense. Esse ano seremos vítimas devido ao suposto "tapetão" que a mídia insiste em atribuir ao tricolor das Laranjeiras, portanto serão todos contra o Fluminense.

Que isso sirva de incentivo para jogarmos como verdadeiros guerreiros, coisa que não aconteceu em 2013.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Definidos os confrontos finais da NFL



Foram definidas ontem as últimas equipes para as finais de conferência da NFL.

Pela conferência Americana teremos o confronto entre Patriots x Broncos;

Pela conferência Nacional teremos o confronto entre 49ers x Seahawks.

Meu palpite para o Superbowl:

Teremos Patriots x Seahawks.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Cansei!

Nesse tempo entre o término do campeonato brasileiro e o julgamento da Portuguesa de Desportos que aconteceu hoje no Tribunal Pleno do STJD eu vi, li e ouvi tanta asneira que eu me pergunto como essas pessoas podem continuar encarando a profissão de jornalista seriamente.
Como bem disse o advogado do Fluminense, é cansativo defender o óbvio.
Todo mundo acha uma injustiça a Portuguesa ser rebaixada; todo mundo acha que o resultado do campo deveria ser mantido; todo mundo acha que o Fluminense não deveria ser beneficiado; todo mundo acha que deveria ser aberta uma exceção nesse caso; todo mundo acha que o Fluminense deveria abrir mão de disputar a série A; todo mundo acha que a Portuguesa é uma coitadinha; todo mundo acha que o jogo nada valia e todo mundo acha que as leis deveriam ser mudadas e essa era a oportunidade para se mudar as leis desportivas.
Ninguém fala, porém da grande questão: por que a Portuguesa escalou um jogador suspenso?
Ora... grandes nomes da imprensa nacional estão defendendo aquilo que durante anos eles mesmo execraram: burlar as leis para escapar do rebaixamento!
Eu tinha que viver para ver isso, porque se me contassem eu não acreditaria!

Não quero comentar mais sobre esse assunto. Cansei... defender o óbvio é cansativo!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Cansei

O campeonato brasileiro já acabou, mas o noticiário ainda está inundado com matérias futebolísticas. Nos últimos dias, a decadência do Clube de Regatas Vasco da Gama atingiu o ápice. O nome do clube foi jogado na lama graças a um grupo de selvagens que se auto denominam torcedores. E a nossa diretoria que deu mostras, mais uma vez, de sua incapacidade de administração e de gestão de problemas. Nosso presidente desde o fatídico rebaixamento só fez um rápido pronunciamento de 40 segundos e uma declaração para o canal do clube, em que negava qualquer relação com os vândalos. Quando sabemos ser mentira, pois os fatos dão conta de que uma "pessoa da direção do clube financiou a viagem de volta de um dos brigões" Isso sem falar nos outros privilégios que esses bandidos tinham no clube. 

Não podemos pensar que Roberto Dinamite é o primeiro presidente de futebol a se comportar dessa forma. A Força Jovem, torcida organizada, de que faz parte os integrantes que foram ao Sul brigar, tem trânsito livre em São Januário há anos. E, em outros episódios, antes da Era Dinamite, já havia mostrado seu poderio, contudo agora está em evidência essa relação promiscua, que já falamos na coluna da semana passada. Alguns jornalistas têm feito uma cobertura muito parcial desse caso, dando a entender que o Vasco é o único clube a manter esse tipo de relação. Isso é prova de que o clube perdeu respeito. Qualquer um se acha no direito de falar qualquer besteira. A provocação de torcidas adversárias não é o problema. Futebol é assim mesmo. Quem não aceita, então vá torcer para outro esporte. O problema é ver a mídia execrar o clube. Notícias são veiculadas sem nenhuma apuração. Presidentes de outros clubes vão a público nos ridicularizar. 

E, para piorar ainda mais a nossa situação, perdemos o patrocínio da Nissan. A montadora rompeu o contrato alegando que não é positivo para empresa ver seu nome associado ao Vasco neste momento. Concordo plenamente. A imagem do clube está completamente manchada, associada à violência, incapacidade financeira, futebol medíocre e problemas políticos. O clube virou palco para disputas políticas. Agora com essa perda financeira vai ficar ainda mais difícil compôr uma equipe competitiva para a próxima temporada. Torcedores, se preparem para sofrer. Diante de um quadro desse fica difícil se animar a torcer. A disputa para o cargo de presidente já começou. Ano que vem será mais um ano de eleição suspeita, liminares, ameaças, etc.  Só nos resta torcer para que Eurico Miranda e Roberto Dinamite não vençam. O Vasco não pode voltar ao que era antes, quando o ditador de charuto reinava e também não pode permanecer como está. Infelizmente, os nomes que surgem para disputar com os dois são fracos e não apresentam nada de diferente. Enfim, não podemos perder a esperança...

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A volta dos que não foram

E, mais uma vez, o óbvio aconteceu. O Fluminense beneficiado com a punição de 4 pontos da Portuguesa permanece na série a, enquanto o time paulista irá fazer companhia ao Vasco, Ponte Preta e Náutico na série b. Não há nada de ilegal nisso. A lei foi cumprida à risca. Contudo, fico aqui me perguntando se fosse o contrário será que o resultado seria o mesmo? Também me questiono: o que leva um torcedor do Fluminense a ir para frente do Tribunal comemorar um resultado desse como se fosse uma final de campeonato brasileiro? Não há nada a comemorar, mas sim lamentar. Lamentar que seu clube esteja, cada vez mais, associado a desonestidade, a falta de ética, "a gostar de virar a mesa" etc. Isso é ruim para o clube. Posso estar enganada, mas em curto prazo os tricolores lamentarão essa ressurreição. Vimos, durante a semana, jogadores e torcedores sendo hostilizados nas ruas e campeonato brasileiro nem começou. Vem problema pela frente...

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Raja Casablanca
O Atlético Mineiro deve está até agora tentando entender o que aconteceu ontem. Os mineiros jogaram muito mal (Jô esqueceu como se faz gol, Réver, Diego Tardelli, Fernandinho, Léo Silva deixaram o futebol em BH), mas não podemos desmerecer os marroquinos que provaram que sabem jogar bola. Mais uma prova de que futebol se ganha em campo. Favoritismo não ganha nada. Torcedores atleticanos se preparem para a volta. 

Acho que os alemãs ganham a final, mas se entrarem em campo achando que farão gol quando quiserem correm o risco de se complicarem. Vai que...

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Acabei de ler e gostaria de compartilhar com vocês. Acho que tem tudo a ver com que venho abordando aqui.

Postado no site do jornal O Lance

O Vasco. Por um vascaíno

por Mauro Beting em 12.dez.2013 às 12:50h
ESCREVE MATHEUS BRITO
Eu sou um dos culpados pelo que acontece hoje com o meu Vasco.
Eu sou um dos que não enxergou a tempo a destruição que o Eurico estava causando.
Sou um daqueles que diziam “ele é ruim para o futebol Brasileiro mas é muito bom para Vasco”.
Sou um daqueles que riram quando ele colocou o Símbolo do SBT de graça em nossa camisa numa final de campeonato para tripudiar da Globo.
Sou um dos que achavam o máximo o Vasco não perder uma batalha em bastidores porque tinha o Eurico mandando e desmandando. Pior, quando acordei desse transe, vi meu clube sendo motivo de piada, um clube que não pagava ninguém, um clube sem credibilidade, lutando ano após ano para pertencer a elite como figurante, ou melhor, como “bônus” para grandes times conseguirem pontos.
Me culpo ainda mais pois fui novamente hipnotizado. “enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal” entoava Dinamite ao conseguir o poder. “O sentimento não pode parar”, bradava ele após cairmos. “O sentimento nos trouxe de volta”, dizia ele numa frase colocada em uma camisa comemorativa (a qual eu comprei) pelo retorno no ano seguinte. “O Vasco é gigante, mais do que nunca….” todos os discursos começavam assim. Vimos a formação de uma equipe poderosa, que os dedos de um goleiro, e os demandos de um ídolo fizeram ruir e se desmanchar.
Vendemos todos os ídolos e candidatos a tal.
E aqueles que não vendemos nos deixaram magoados por não receberem pelos seus serviços.
A culpa é minha também. A culpa é nossa.
Sim o Vasco que conheço e que aprendi a amar a tal ponto de não conseguir ficar um só dia sem ter notícias gigante sim. E quando pensávamos que ele havia despertado de um sono profundo, descobrimos que ele apenas dormia de pé, sonâmbulo que era.
Agora deitou novamente, está dormindo em um sono ainda mais profundo.
Mergulhou no sonho de permanecer na elite através de uma manobra política que já me orgulhei em outros tempos. Só hoje percebo o quanto isso apequena meu clube.
O Vasco tem jeito.
Também não sei quando e nem quem dará jeito. Que os nosso ídolos do passado que quiserem ajudar, estejam preparados. Não queiram ajudar somente por serem Vascaínos e ídolos. Se preparem, estudem, profissionalizem-se. Não me venham com “mais do que nunca o Vasco vai estar…”.
Com todo respeito, quem é o CAP para submeter o Vasco a uma vexatória goleada como a da última rodada do BR13?
Quem é Ponte Preta para ser rebaixada e ainda assim conquistar 4 pontos em cima do gigante da Colina?
Como o Goiás chega em São Januário com um atacante gordo e nos humilha da forma como fez nesse Brasileiro.
Isso para ficar apenas em clubes que em outros tempos somaríamos 6 pontos no campeonato.
Todos os times sabiam que São Januário fazia do Vasco um time quase imbatível. Sua torcida pulsava e impressionava o time rumo à vitórias e títulos. Nosso estádio, orgulho, lindo, histórico e ultrapassado. A imagem e semelhança do nosso clube. Histórico, lindo, nosso orgulho e ultrapassado.
Avante vascaínos. Só nós podemos trazer nosso clube de volta. Nenhum dirigente o fará. Nós podemos fazer.
ESCREVEU MATHEUS BRITO

Fico muito feliz em saber que não sou a única a enxergar a situação em que estamos.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Cumplicidade

O esperado aconteceu. O Clube de Regatas Vasco da Gama foi rebaixado para a 2ª Divisão do Campeonato Brasileiro. O time precisava vencer o Atlético Paranaense e torcer por uma derrota do Criciúma contra o Botafogo. Pois bem, o Botafogo derrotou facilmente os catarinenses, mas não fizemos nossa parte e fomos goleados pelo Furacão. Apesar do placar elástico, o bom futebol passou longe de Joinville. O jogo ficou marcado pela batalha protagonizada pelas torcidas organizadas dos clubes. Vascaínos e Atleticanos se enfrentaram nas arquibancadas do Estádio. Por alguns minutos, pela ausência absurda de policiamento, se espancaram livremente.

As imagens das agressões são chocantes, mas não surpreendentes. Esse tipo de episódio é comum nos estádios brasileiros. Talvez, o que tenha impressionado foi a falta de policiamento. A tragédia só não foi maior por obra do acaso. Resultado: alguns feridos e outros presos. A maioria dos feridos e presos já foram liberados para se preparem para o próximo confronto. Diante de tamanho absurdo assistimos a uma enxurrada de declarações de autoridades, atletas, políticos, jornalistas, cartolas etc condenando veementemente os atos. Contudo, sabemos que na prática nada vai ser feito. A impunidade reinará mais uma vez.

Esse comportamento criminoso não é característica somente das torcidas envolvidas na briga de domingo. Pelo contrário, essa é uma particularidade comum a todas. Esse tipo de agremiação deveria ser banida para sempre do futebol brasileiro à exemplo do futebol inglês. Os ingleses depois de muito sofrerem com a violência de seus hooligans resolveram bani-los dos estádios. Com certeza não foi uma ação simples e nem rápida. Foi preciso muito planejamento e um trabalho conjunto de autoridades e sociedade. Mas, foi possível. 

Não sei como era a relação das torcidas organizadas inglesas com seus respectivos clubes. Aqui, no Brasil temos uma relação de profunda promiscuidade. Dirigentes patrocinam essas torcidas, bancando viagens, liberando ingressos, cedendo sedes dos clubes para realização de eventos, distribuindo produtos licenciados, promovendo o acesso livre às dependências dos clubes etc. Em troca as usam para derrubar treinadores, pressionar jogadores, encher estádios em jogos sem apelo de público, serem eleitos etc, etc, etc. Não há interesse real em acabar com essas torcidas.

O futebol brasileiro está longe do padrão de qualidade FIFA. Não entendemos o futebol como um entretenimento. Nossos estádios ainda sofrem com o abandono, descaso, desconforto e falta de segurança. Não foram feitos para atender às necessidades do torcedor comum, aquele que não faz do fato de torcer para seu time uma profissão. Ele compra seus ingressos e em troca quer receber um estádio confortável, limpo, seguro, com opções de alimentação, banheiros limpos, e claro, assistir a um bom futebol. Se nada disso for oferecido ele simplesmente não vai. Simples assim. 

Nossos clubes, em sua maioria, não tem condições de oferecer o mínimo de qualidade ao torcedor, pois estão afundados em dívidas, além de praticarem administrações despreparadas e ineficientes. A venda de ingressos já é um show de horrores com pouquíssimos postos de vendas, preços absurdos, cambistas atuando livremente etc. Então, para nossos ilustres dirigentes, as torcidas organizadas são fundamentais. Seus integrantes não exigem muita coisa. Basta que seu time ganhe a qualquer custo, não estão nem ai para administração, cumprimento de contratos, pagamento de dívida... Ah claro, também é fundamental que possam liberar suas testosteronas, casualmente, matando uns aos outros. 

Por isso não acredito na punição dos torcedores envolvidos na briga de domingo e, muito menos, que os clubes - Atlético e Vasco - sejam exemplarmente punidos. Uns podem ficar presos por alguns meses, mas serão soltos e no próximo campeonato já estarão atuando novamente munidos de paus e pedras. Os clubes perderão alguns mandos de jogos, mas nada muito significativo. Ah sim, a provável multa financeira irá se somar ao montante de dívidas a pagar. Enfim, tudo acabará em pizza. 

Enquanto nossos dirigentes, jogadores, torcedores e sociedade não entenderem que futebol não é uma paixão nacional, e sim entretenimento conviveremos com essas torcidas organizadas agindo livremente, clubes falidos, jogadores sem profissionalismos (a moda agora é declarar seu amor pelo clube do coração em redes sociais, mesmo estando contratado pelo adversário), imprensa parcial e torcedores apáticos que quando seu clube, mesmo repleto de problemas, consegue chegar a uma final nacional pagam r$800,00 num ingresso. E assim caminhamos para a Copa 2014.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Filme repetido

Li em algum lugar que os últimos dias têm sido difíceis para os vascaínos. Discordo. Os últimos anos é que têm sido muito difíceis para nós. A conquista da copa do brasil (2011) foi um alívio passageiro ao nosso sofrimento. Fiz questão de escrever antes do rebaixamento, digo, antes da última rodada do campeonato brasileiro porque o resultado já não me interessa mais. Matematicamente ainda temos chances de nos manter na série a e pode ser que isso aconteça (apesar de não acreditar), mas já estamos moralmente rebaixados. 

Um time da grandeza e com a história de vitórias dentro (tetracampeão brasileiro, campeão sulamericano, campeão da libertadores, campeão da copa do Brasil entre outros) e fora (a aceitação de jogadores negros no século passado e a recusa em participar de um campeonato que não aceitasse esses atletas) de campo, além de uma torcida imensa que o apoia incondicionalmente como o Vasco da Gama não pode ocupar a zona de rebaixamento do campeonato nacional. 

Estamos sendo rebaixados há anos. Primeiro com uma administração que almejava ganhar a qualquer custo e para atingir seu objetivo não poupou nas lambanças. Somos um clube falido. Devemos a jogadores, empresários, empresas, ex-jogadores, técnicos, ex-técnicos, luz, água, segurança, porteiro enfim não cumprimos com nosso deveres trabalhistas. E agora com uma administração que dá a impressão de estar mais perdida que cego em tiroteio. 


Sei que há torcedores que não gostam de falar mal de seus times ou expor os problemas para não serem zoados. Não sou assim. Quero uma administração transparente. Não quero um clube que não honre com seus compromissos. Para mim não basta ser campeão a qualquer custo. Entre ser rebaixado e se manter na série a em função de mala branca e/ou viradas de mesa fico o rebaixamento. 

Nesse momento, todo mundo fica enumerando os fatores que podem ter causado a iminente queda. A lista com certeza é grande. Vai desde a herança macabra da administração passada que ainda tem uma grande influência no clube e faz de tudo para sabotar o trabalho atual até o despreparo dos atuais administradores que, no meu humilde, entender já deveriam ter pedido para sair. Acredito que as intenções do atual presidente sejam as melhores para o Vasco, no entanto, não está sendo capaz de exercer o cargo com competência. Sua gestão caminha para o segundo rebaixamento. Está jogando seu passado de ídolo como jogador de futebol na lama. O caos é tamanho que temos torcedores querendo a volta do ditador. Isso é reflexo do desespero e despreparo de uma parte da torcida que se deixa levar por qualquer coisa que ler ou ouve em nossa imprensa parcial.

Então, vamos esquecer os problemas políticos... O maior responsável por esse rebaixamento é a falta de planejamento. Ano passado só não lutamos para não cair porque pontuamos muito no início do campeonato e os times de baixo não conseguiram nos alcançar. Isso porque nosso time foi praticamente desmantelado no decorrer de 2012 com a saída de jogadores fundamentais. Então, nossos dirigentes pensaram: "Ufa! Não caímos, então, vamos nos preparar para 2013. Aprendemos. Agora tudo será diferente".

Será que alguém acreditou? 

Daí contrataram René Simões como diretor de futebol para reestruturar a equipe. E ai foi um tiro no pé, melhor na cabeça tamanha as besteiras que fez. O que vimos a seguir foi um festival de contratações sem nexo. Jogadores sem nenhum condições sequer de estar na série a. Moral da história...montamos um elenco fraco e sem condições de disputar qualquer título, inclusive, o Carioca. Nossa ação no ano foi de completar campeonatos. Completamos o Carioca, Copa do Brasil e o Brasileiro para que outras equipes brilhassem, sendo em muitos casos garantia de pontos para os adversários. Jogar em casa ou fora não fez nenhuma diferença perdemos de qualquer jeito. Ai ousam dizer que a culpa é da torcida que pressiona. Ah me poupe não dá para aturar lateral que não sabe cruzar, zagueiro que não sabe marcar ou goleiro frangueiro. Sem falar nos atacantes que só fazem gol em ano bissexto. A torcida só está errada numa coisa. Não pode gritar "queremos raça!" O certo é "queremos técnica".

Como era de se esperar René saiu logo, mas nos deixou um legado incrível. Seu "planejamento" é o maior responsável por essa campanha patética. Ah sim vão dizer, mas também ele não tinha dinheiro para grandes contratações. Concordo. Então, me digam Goiás e Atlético Paranaense tinham? Não. E mesmo assim montaram um elenco com-pe-ti-ti-vo. O esmeraldino fez contratações pontuais e baratas e o Atlético apostou na garotada da divisão de base.  Reduzir a campanha dos dois ao fator sorte é um desrespeito. O nome disso é planejamento. Pode ser que ano que vem façam tudo errado, contudo esse ano estão de parabéns. Provaram que quando se preparam as coisas acontecem. No Vasco, os anos passam e os problemas continuam os mesmos. Aposto que se conseguimos ficar na série a ano que vem tudo será igualzinho. O máximo que pode acontecer é piorar. Melhorar não vejo como. Quando fomos rebaixados, em 2008, sofri, mas inocentemente, pensei: foi preciso chegar ao fundo do poço para aprendermos. Vamos retornar a série a como um novo clube. Nunca me enganei tanto na vida. Enfim, não temos nada a comemorar senão fomos rebaixados. Moralmente, não estamos fazendo jus a ocupar nossa posição na série a. 

Depois eu conto como foi o meu domingo.

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Aproveito para tecer algumas palavrinhas a respeito de outros cariocas.

Como um time atual campeão brasileiro consegue lutar contra o rebaixamento no ano seguinte? Como o clube que tem um patrocinador consolidado há anos, um fornecedor de material esportivo forte, o elenco  praticamente o mesmo que foi campeão consegue fazer essa campanha ridícula? Acho que a palavrinha planejamento passou longe das laranjeiras também. 

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Ah e o Botafogo? Esse também gosta de fazer seu torcedor sofrer. Passou o campeonato todo brigando pelo título com a vaga da libertadores praticamente assegurada e nas últimas rodadas perdeu o rumo. Agora precisa vencer e torcer contra o Goiás para voltar a Libertadores depois de 17 anos. Difícil...

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O outro carioca ainda está flutuando pela esfera da alienação após a conquista da copa do brasil. Nesse momento, são os melhores do mundo. Nada como um dia após o outro para os problemas começarem a furar o bloqueio da perfeição criado por nossos "imparciais" jornalistas. 


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Quarto rebaixamento





E pela quarta vez na nossa história seremos rebaixados. Somente um milagre poderá salvar o Fluminense de mais um rebaixamento. Além de torcer contra Vasco e Coritiba, ainda vamos precisar vencer o Bahia. O mais difícil dessas missões será fazer a nossa parte, já que não andamos jogando bem a muito tempo.

Nunca havia acontecido isso no Campeonato Brasileiro. Um time ser campeão num ano e ser rebaixado no outro. Seremos os primeiros a realizar tal feito. Uma vergonha imensa. Um time com uma das folhas salariais mais altas do país não poderia estar na situação que se encontra. Pode parecer um absurdo a comparação, mas seria como se o Real Madrid ou o Barcelona estivessem na zona de rebaixamento do campeonato espanhol. Meus amigos, isso nunca vai acontecer na Espanha, mas aqui no Brasil vai.

E quem vai querer disputar a série B no ano que vem? Será que nosso Fred se sujeitará a disputar um campeonato de segunda categoria? Jean vai correr nos gramados esburacados do Sampaio Correa? Eu fico com essa pulga atrás da orelha. Muita gente vai se debandar do Fluminense por livre e espontânea vontade. Isso pode ser até bom, pois não aguento mais ver em campo Wagner, Diguinho, Anderson, Felipe, Marcelinho, Bruno, Leandro Eusébio, Gum e Rhayner. Por mim essa turma já poderia ter saído a muito tempo do Fluminense.

Esses jogadores acabaram estragando a programação do clube. Existia todo um projeto de marketing para o retorno do Conca, mas infelizmente as coisas mudarão daqui pra frente. O conjunto de incompetência jogadores-diretoria nos deixará de fora da série A, da Libertadores da América e Copa Sulamericana. São dois anos perdidos e milhares de reais desperdiçados. Justamente quando o Maracanã volta a ser utilizado pelos clubes do Rio, estamos rumando para a série B.

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Se já não bastasse a crise que estamos passando, rolou na semana passada a fofoca de que um dirigente da CBF orientou o Fred a sair do Fluminense, alegando que assim ele ficaria livre de contusões e poderia continuar sendo convocado para a seleção brasileira. Que p*** é essa? Virou bagunça? Estou esperando uma atitude dos nossos dirigentes sobre esse assunto. Vamos ficar na passividade e abaixar a cabeça para essa declaração preconceituosa? Eu espero que não!

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Que venha 2014 já!